FOTOGRAFIA

A técnica da dupla exposição

A dupla (ou múltipla) exposição, começou como um defeito e acabou sendo adotado por muitos fotógrafos como recurso de arte.
É possível definir a dupla exposição como o efeito que acontece quando duas cenas diferentes são mostradas na mesma fotografia, isto é, são sobrepostas. Isso acontecia quando o filme não era girado corretamente e a câmera acabava realmente registrando duas fotos no mesmo espaço do negativo.

Silhuetas e contraste entre claro e escuro são bastante explorados.
Enquanto alguns podem imaginar isso como um problema, o resultado muitas vezes é tão bonito que atualmente fotógrafos usam câmeras que fazem isso propositalmente. A ideia não é mostrar uma cena nitidamente e sim mesclar vários elementos em uma “bagunça ordenada”.
É possível fotografar a mesma pessoa duas vezes, uma cena de movimento, vários ângulos de um mesmo cenário e muito mais. Com a dupla (ou múltipla) exposição, não existem muitas regras e você pode criar cenas surreais e bastante descontraídas, bastando ter criatividade e muita determinação para aprender.

O resultado de dupla exposição.
Apesar de ser um processo analógico (com filmes), o Photoshop está sempre pronto para ajudar quem quiser fazer isso com as suas fotografias digitais. Mas essa técnica ainda fica muito mais bonita e criativa se for feita com filme, na maior parte dos casos.
Nesse caso, silhuetas funcionam muito bem e permitem efeitos maravilhosos. Usar padrões e imagens do céu também pode ser uma opção interessante, principalmente se você quiser fazer uma mesclagem múltipla. A verdade é que, por mais que o processo em si seja simples, é preciso tentar várias vezes e com várias imagens até achar aquela que se encaixe perfeitamente.




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Edição de fotos antes do Photoshop


Atualmente, pode parecer estranho imaginar uma época em que o computador não existia – e tarefas que hoje estão ao alcance de um clique eram feitas com a mão na massa, muita paciência e uma série de equipamentos que quase nem são usados mais.

A edição de fotos é uma dessas tarefas: como melhorar cor, inserir ou apagar detalhes e fazer recortes sem maravilhas como o Photoshop?

Materiais essenciais

Os pincéis de diferentes formatos do Photoshop são reproduções dos que existem na vida real, claro. Aqui, entretanto, é necessário ter um pincel diferente para cada modificação: um com ponta mais fina para retoques mínimos e outro usado para receber tinta, entre outros.

Materiais essenciais ainda incluíam réguas, tintas de vários tons diferentes, algodão, cola, gelatina e rolos de borracha.

Imagine-se arrumando o contraste de uma imagem quando, sem querer, você clica na opção errada e estraga o brilho da foto. Um simples atalho no teclado faz com que a imagem volte ao estado anterior. Antes do aparecimento dos programas de edição se você errasse, era bem provável que o trabalho inteiro estivesse arruinado.

Equipamentos de retoque

Por isso, vários cuidados eram essenciais, começando por uma mão firme. Em vez de zoom digital, uma lupa era recomendada para ampliar pontos da foto que exigiam retoques mais precisos. Além disso, assim como você escolhe um bom monitor hoje em dia, mesas de desenho para visualização das fotos eram importantes na época, com altura e ângulo ajustáveis.




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Fotografias “retrô” e “vintage”



Em primeiro lugar deve-se realizar a diferenciação entre o que é “retrô e o que é “vintage.


Retrô ou Retro é um estilo cultural desatualizado ou velho, uma tendência, hábito, ou moda do passado pós-moderno global, mas que com o tempo se tornam funcionalmente ou superficialmente a norma mais uma vez. A palavra “retro” deriva do prefixo latino retro, que significa “para trás” ou “em tempos passados” – particularmente como visto na forma de palavras retrógradas, o que implica num movimento em direção ao passado, em vez de um progresso em direção ao futuro e, referindo-se a um contexto crítico ou nostálgico do passado.

O significado de vintage nada tem a ver com nostalgia ou fotografia. É o nome dado a determinada colheita de vinhos. A origem ou significado vem de vint relativo à safra de uvas e age de idade. Ou seja, os vinhos mais velhos, desde que bem acondicionados seriam melhores. Denominam-se também vintage os vinhos do porto mais especiais que se caracterizam por terem a capacidade de envelhecer dentro da garrafa.

A fotografia vintage indica pelo menos 20 anos de antiguidade. Assim, a foto deverá ser um registro de uma determinada época e/ou ter sido produzida com o estilo próprio de um determinado fotógrafo. Para ser considerada arte, esse tipo de fotografia não pode ter sofrer nenhuma transformação (releitura), representar um instante da época e estar em perfeito estado.

A fotografia retrô busca inspiração em trabalhos produzidos décadas atrás e que estejam sendo produzidas para consumo. São releituras, e podem ser classificadas como estilo retrô. Essa onda tem feito sucesso entre os apaixonados por fotografia. Inúmeros aplicativos e recursos encontrados hoje permitem ao público reviver um pouco daquela época, inclusive resgatando alguns dos métodos mais artesanais de obtenção de imagens.

No mercado de arte das fotografias vintage, encontramos diversos estilos, desde fotografias jornalísticas que contam a história de uma época até fotos de moda e publicitárias que marcaram um momento histórico. Fotos de arquitetura e de paisagem (vide Ansel Adans) também podem ser consideradas vintage, assim como fotos tiradas na rua (street photos de Cartier Bresson).


O mercado de arte para fotografias vintage também está aberto para fotos realizadas por fotógrafos desconhecidos em sua época e que são encontradas por algum membro da família anos depois. Se tiverem qualidade técnica, fizerem o registro de uma época ou acontecimento, retratarem algum nome reconhecido, tiverem uma sequencia e estiverem em bom estado, o mercado certamente irá se interessar por elas.

Resumindo: A fotografia vintage é um trabalho antigo, porém bem preservado e a foto retrô é um trabalho novo com aparência de antigo.

Mas... Em se tratando de arte e fotografia sempre existe alguma dúvida… Por exemplo, a foto abaixo foi realizada da seguinte maneira:

* Uma foto vintage como fundo;
* Balança e sacos de café verdadeiros como primeiro plano;
* Tratamento de cor em photoshop para uma tonalidade café.


É uma foto vintage ou retrô?

Nesse caso específico, nenhuma das duas nomenclaturas cabe para essa foto. Como foram utilizados elementos para uma montagem, ela é uma composição!





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Sistemas Proporcionais Aplicados à Fotografia




Ambas as abordagens tem pontos positivos e negativos.  Através do modo intuitivo o fotógrafo, o pintor, o designer, etc., vão organizando os elementos e verificando se as relações entre as formas e espaço negativo são coerentes com o conceito do trabalho. Muitas vezes essa abordagem é mais rápida, mas exige uma percepção bem avançada, uma vez que o olho é a única “ferramenta de avaliação”.
No sistema proporcional, por sua vez, os elementos compositivos, em uma fotografia ou em um site, por exemplo, são forçados a se adequarem às proporções do grid. Isso permite uma abordagem mais teórica sobre a composição, mas corre-se o risco dos elementos não se ajustarem perfeitamente a grade, o que pode fazer com que a composição crie padrões desconectados entre si, ou seja, dentro da composição o conceito não fica bem definido.
No entanto, quando bem aplicado, o sistema proporcional garante ótimos resultados. Aprender a aplicar proporções de forma harmônica exige muito estudo, além de prática é claro. Numa composição fotográfica bem construída, os elementos visuais têm movimento e dinamismo.

Regra dos terços

A regra dos terços é um dos sistemas proporcionais mais conhecidos e mais utilizados, não apenas na fotografia, mas no design e nas artes visuais de um modo geral. Esse é o sistema mais fácil de ser aplicado, e garante bons resultados quando usado corretamente.
A regra dos terços se baseia na divisão da área da composição em 3 divisões horizontais e 3 verticais. Os pontos onde as linhas se sobrepõem são os locais com maior impacto visual, sendo assim, são as melhores zonas para localizar elementos importantes da composição.
Quando se faz uso da regra dos terços, é importante que se leve em consideração que alguns pontos devem ser ocupados com espaço negativo, para criar áreas de respiro dentro da composição.

Regra dos Terços

Proporção áurea, Proporção de Ouro ou Divina Proporção
A Proporção Áurea, ou número Phi, vem sendo usada na arte desde a Grécia Antiga, onde foi descoberta por Fídias e Ictinos. A Proporção Áurea consiste em uma relação entre retângulo e quadrado; para construir um retângulo áureo se desenha um alinha diagonal a partir do canto superior esquerdo de um quadrado até o ponto médio da base, e então se puxa a linha para cima, determinando assim a largura de um retângulo, construído a partir de um quadrado.
Como é um número extraído da sequência de Fibonacci (veja a seguir), o número áureo representa diretamente uma constante que está envolvida com a natureza de crescimento, onde pode ser encontrado na proporção das conchas, dos seres humanos e nas colmeias, entre inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.
Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se tornou tão frequente, ganhando atenção de pesquisadores, artistas e escritores. O fato de ser encontrado através da matemática é que o torna fascinante.

Proporção Áurea

Seqüência Fibonacci
Uma das técnicas mais conhecidas e mais antigas é a seqüência Fibonacci, desenvolvida pelo matemático Leonardo Fibonacci no século XIII. Na sequência Fibonacci a soma dos dois termos anteriores resulta no próximo valor (1,1,2,3,5,8,13,21,…). Embora seja a mais conhecida, e uma das mais utilizadas, a seqüência Fibonacci não é a única possibilidade de sistema proporcional com lógica matemática. Qualquer tipo de progressão matemática pode ser um ponto de partida: números ímpares (1:3:5:7…), sistemas de metades (1:2:4:8…).
O número áureo é aproximado pela divisão do enésimo termo da Série de Fibonacci (0, 1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,..., na qual cada número é a soma dos dois números imediatamente anteriores na própria série) pelo termo anterior. Essa divisão converge para o número áureo conforme tomamos cada vez maior.

Retângulos dinâmicos

Retângulos dinâmicos são retângulos construídos através de proporções geométricas obtidas a partir do quadrado. Sua obtenção é conseguida pelo deslocamento da diagonal do quadrado sobre um dos lados, resultando no retângulo raiz de 2. Para se obter um retângulo raiz de 3, procede-se da mesma forma, tomando como base o retângulo raiz de 2, e assim por diante.
A imagem abaixo exemplifica de forma bem prática como se procede para obter os retângulos dinâmicos:

Retângulos Dinâmicos

Concluindo
Vale lembrar também que estas são apenas algumas fórmulas que você pode utilizar. Existem infinitas outras que podem ser aplicadas ao design, mas estas são as mais interessantes.
Cabe ao profissional saber quando é possível desenvolver o projeto através destes sistemas de proporção, uma vez que eles possuem tanto aspectos positivos quanto negativos. Mas o bacana do design foi sempre poder inovar e tentar coisas novas.





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O início da fotografia


Nesse post inicial vamos falar sobre o começo da fotografia e sobre os primeiros homens que conseguiram imprimir uma imagem real utilizando a luz.

Ainda na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) constata que raios de luz solar, durante um eclipse parcial, atravessando um pequeno orifício, projetam na parede de um quarto escuro, a imagem do exterior. Este método primitivo de produzir imagens foi chamado de câmara escura. Nele, encontram-se os princípios básicos da câmera fotográfica.
A primeira pessoa no mundo a conseguir uma fotografia (uma imagem inalterável, produzida pela ação direta da luz) foi Joseph Nicéphore Niepce, um inventor francês, em 1826. Ele conseguiu reproduzir, após dez anos de experiências, a vista descortinada da janela do sótão da sua casa, em Chalons-sur-Saône. Em 1829, Niépce juntou esforços com outro cavalheiro, Louis Daguerre, e aprofundou o desenvolvimento das suas experiências.

A primeira fotografia (Joseph Nicéphore Niepce)

Daguerre, em 1835, utilizava chapas revestidas com prata e sensibilizadas com iodeto de prata. Estas eram colocadas dentro de uma versão primitiva da câmara fotográfica e expostas à luz, que “pintava” a imagem na chapa. O agente revelador era o vapor de mercúrio. Para tornar a imagem inalterável, bastava mergulhar a chapa em uma solução aquecida de sal de cozinha.
Assim, a história da fotografia está diretamente ligada ao estudo da luz e dos fenômenos óticos.

 Niepce e Daguerre
                                                
Durante os seguintes 60 anos, foram criadas variantes da chapa fotográfica desenvolvida por Daguerre, cada uma aperfeiçoando a acuidade e o foco da imagem. A maior evolução surgiu quando os solventes de prata sensíveis à luz começaram a ser utilizados para banhar vidro. Porém, é somente em 1889 que o primeiro filme de câmara fotográfica é desenvolvido: com uma base de nitrato de celulose que era flexível e podia ser enrolada. O filme eliminou a necessidade de câmaras escuras portáteis, abrindo caminho para a criação da primeira câmara fotográfica compacta, que mais tarde viria a ser produzida em massa e disponibilizada ao público.

A versão primitiva da câmera fotográfica de Daguerre

Desde estes primeiros passos no mundo da fotografia, a câmara fotográfica evoluiu. Porém, com o aparecimento da tecnologia digital, o filme passou a ser totalmente dispensável. Os sensores de luz e as unidades de “CCD” permitem descargas elétricas a cores, sombras e tons, que são apresentados através de pixels num monitor integrado.
Apesar de a câmara fotográfica ser um artigo comum para a maioria das pessoas, ainda pode ser fascinante e divertido fazer uma câmara pinhole e recriar as experiências dos primeiros pioneiros no mundo da fotografia.

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