DESIGN ARQUITETÔNICO

Oscar Niemeyer: as 15 maiores obras

O arquiteto mais famoso do Brasil foi um mestre em desenhar curvas no concreto armado e levou poesia à paisagem das grandes cidades a partir da década de 1930. Sua extensa carreira foi laureada em 1988 com um Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura, na única vez em que o prêmio foi dividido (no caso, com o norte-americano Gordon Bunshaft). Conheça abaixo os projetos que mantêm e manterão vivo o legado de Niemeyer em todo o mundo.

1. Brasília, 1957

Enquanto o amigo e ex-patrão Lucio Costa desenvolvia o plano urbano da nova capital do país, Niemeyer foi escolhido por Juscelino Kubitschek para traçar e erguer os edifícios governamentais em Brasília. Começou em 1956 com o Catetinho, a residência provisória do presidente da República, e seguiu, já em 1957, com o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional, o Teatro Nacional, o Supremo Tribunal Federal, o Palácio do Planalto, a Praça dos Três Poderes e a Catedral de Brasília. O Ministério da Justiça, o Palácio do Itamaraty, ambos de 1962, o Aeroporto, de 1965, e o Memorial JK, em 1980 – todos saídos da prancheta do mestre –, complementaram o conjunto após a inauguração oficial.

2. Passarela do Samba, 1983 - Rio de Janeiro


Oficialmente chamada de Passarela Professor Darcy Ribeiro e popularmente conhecido como Sambódromo, o centro do carnaval carioca localiza-se na avenida Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro, e nasceu com a missão de “dar ao povo o samba”. Na parte final da passarela, as arquibancadas se separam para abrir espaço à monumental Praça da Apoteose, assinalada por um grande arco. Ali está também o Museu do Samba. Fora dos dias carnavalescos, o local abriga escolas, creches, centros de saúde, ateliês de artesanato e outros serviços. A praça serve de palco para espetáculos diversos, como balé, teatro e shows de música popular.

3. Museu de Arte Conteporânea, 1991 - Niterói/RJ


O terreno livre de construções realça as formas quase abstratas do prédio, que parece flutuar sobre a paisagem. O museu faz parte do Caminho Niemeyer, um percurso de 3,5 km finalizado em 1997, dotado de espaços culturais cuja função foi revitalizar a parte central da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

4. Ibirapuera, 1951 - São Paulo


O parque público de São Paulo, construído para ser o marco principal das comemorações do quarto centenário da cidade – e, portanto, inaugurado em 1954 –, possui um volume singular. Sua marquise faz uma ode à liberdade da forma, conectando os pavilhões, os espaços culturais e os de lazer do complexo. O conjunto, no entanto, só foi completado mesmo em 2005, com a inauguração do Auditório Ibirapuera, que não saíra do papel nos anos 1950. A foto acima é do interior do pavilhão da Bienal de São Paulo.

5. Sede da ONU, 1947 - Nova Iorque/EUA


Uma comissão de dez arquitetos dirigida pelo norte-americano Wallace Harrison foi reunida para discutir e projetar a sede do mais importante órgão supranacional do planeta. Niemeyer hesitou em apresentar seu desenho, pois não queria contrariar um dos membros do conselho – ninguém menos do que Le Corbusier. Só quando o franco-suíço cobrou que ele trouxesse suas ideias para a mesa que Niemeyer se debruçou na proposta do colega que admirava muito e modificou os elementos principais do conjunto. O desenho foi aprovado com louvor por toda a equipe, inclusive por Le Corbusier.

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Design arquitetônico ajuda na recuperação dos pacientes
 

 Imagine que você retorna de um procedimento cirúrgico e passa a se recuperar num quarto confortável, com vista para um belo jardim, decorado em tons suaves, equipado com tv de tela plana e um sofá muito confortável para o seu acompanhante. "Esta não é a descrição do quarto de um hotel. Este é o quarto de um hospital moderno, projetado com o objetivo de garantir a segurança e a pronta recuperação dos pacientes", informa a arquiteta Ana Paula Naffah Perez, diretora de projetos da C+A Arquitetura e Interiores.  

Empregando uma nova abordagem chamada de Design Baseado em Evidências, um número crescente de arquitetos está projetando hospitais priorizando elementos arquitetônicos que valorizam os ambientes, tais como explorar a luz natural, ter uma visão da natureza, cuidar do conforto acústico - minimizando os ruídos no ambiente - e utilizar uma paleta de cores suaves, mas variada, tudo isto com o objetivo de produzir resultados positivos para o paciente.  


"Os edifícios hospitalares normalmente são lugares muito estressantes, por isso temos de criar um ambiente suave que trabalhe os cinco sentidos. Sabemos que o organismo se recupera melhor quando não está em um estado de grande ansiedade e muita produção de hormônios do estresse, que aumentam a freqüência cardíaca e afetam o sistema imunológico. Se podemos projetar instalações que diminuam a ansiedade do paciente, podemos ajudá-los a se recuperarem mais rapidamente", informa Ana Paula Naffah Perez.

O movimento do Design Baseado em Evidências teve início em 1984, nos Estados Unidos, com a publicação de um estudo intitulado "View Through a Window May Influence Recovery from Surgery," de Roger Ulrich, professor de arquitetura da saúde do Texas e pesquisador do Design Baseado em Evidências.

Para o estudo americano, dois grupos de pacientes que haviam sido submetidos a um mesmo procedimento cirúrgico foram observados durante o período de recuperação dentro das instalações hospitalares. Um dos grupos utilizou quartos que tinham vista para outro edifício, enquanto o outro conjunto de pacientes tinha vista para um pequeno bosque de árvores. Os pacientes que puderam usufruir do cenário natural apresentaram uma menor estadia no hospital, um humor melhorado, menos complicações após a cirurgia, além da necessidade de menor ingestão de medicação para a dor.




O estudo de Ulrich estimulou outras investigações sobre como o ambiente pode ser projetado para melhorar os cuidados de saúde. Hoje, existem mais de 1.000 estudos de universidades, centros de saúde e escolas de arquitetura que se debruçam sobre o mesmo tema no mundo todo. "O Design Baseado em Evidências busca abordar todos os tipos de necessidades humanas que se refletem no projeto, explorando todos os elementos que podem colaborar para causar menos estresse ao paciente", observa Perez.

Os pacientes não são os únicos a usufruir dos benefícios de um ambiente saudável pensado para abreviar a cura. Os profissionais de saúde e demais funcionários também se beneficiam e o mesmo conceito pode ser aplicado nos ambientes que eles freqüentam como, conforto de pessoal, refeitório e outras dependências. 



Elementos valorizados pelo Design Baseado em Evidências:



  • Iluminação natural   

 A luz natural colabora com o aumento da produção de serotonina (o "hormônio da felicidade") e com a diminuição da melatonina (o "hormônio do sono"), ajudando a sincronizar o ritmo circadiano com o ambiente natural. "Estudos sobre o tema revelam que a necessidade dos pacientes em relação à ingestão de medicamentos contra a dor é reduzida em 22%, quando eles são expostos à luz do sol", conta a arquiteta Ana Carolina M. Tabach, diretora de projetos da C+A Arquitetura e Interiores. 

  • Conexão com a natureza 

    Ter uma visão da natureza, mesmo que seja através de uma janela ou sentado em um jardim, tem sido associada à redução da pressão arterial e da produção de hormônios do estresse. Por outro lado, a ausência dos elementos naturais pode produzir altos níveis de ansiedade e depressão. "As pesquisas indicam que árvores, grama, flores e o barulho de água fluindo têm o poder de distrair e acalmar os pacientes. A natureza proporciona ‘uma trégua mental’", informa Ana Carolina Tabach.

  • Redução de ruído

 Com o ruído minimizado, especialmente à noite, os pacientes podem vivenciar uma experiência de descanso mais intensa, com menos estresse, o que pode acelerar a recuperação. "As pesquisas neste sentido têm demonstrado que unidades neonatais mais tranquilas estimulam o desenvolvimento dos prematuros. Um ambiente mais calmo também pode ajudar o corpo clínico a exercer suas funções com um menor número de erros", informa Tabach. 



  • Quartos individuais 

 Quartos individuais para os pacientes não só proporcionam uma estadia com mais privacidade, como reduzem a necessidade de transferência do paciente para realização de pequenos procedimentos e também o risco de infecções. "Com quartos individuais, os pacientes têm mais privacidade. Os estudos revelam que dessa maneira os pacientes ficam mais predispostos a conversar com os profissionais de saúde, colaborando mais com o tratamento", diz a arquiteta. Quartos mais modernos também possuem uma área específica para a família porque as evidências mostram que o apoio familiar ajuda o paciente a se restabelecer mais rapidamente.

  • Utilização de cores 

 Quartos de internação pintados em tons neutros, ao invés de um branco puro ou de cores primárias intensas, colaboram com a redução dos níveis de ansiedade, melhorando o humor e promovendo o relaxamento.

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Minicozinhas 


A Arquitetura se aproxima cada vez mais do design, e o contrário poucas vezes acontece. Os designers tem que se orientar no sentido de prover o espaço de uso com objetos de uso multiplo. Ou melhor dizendo, objetos que sejam espaços de uso. Com bilhões de pessoas vivendo nessa terra explorada e caminhando para a extinção dos seus recursos naturais, urge a preocupação de desenvolver objetos de uso com sentido mais amplo, mais espacial e multifuncional.

Um belo exemplo disso são as Minicozinhas apresentadas aqui. Na verdade elas são totens multifuncionais. O conceito parte do contrario do usual: não é um espaço arquitetonico preenchido com bancadas, armarios e eletrodomésticos, mas um unico modulo que resume esse espaço e seus componentes funcionais. O objeto-contêiner  pode ser colocado em qualquer lugar da casa ou escritorio, ligar as instalações necessarias e pronto, ali tem quase tudo que se precisa numa cozinha. Na verdade o modulo é uma cozinha que funciona, não um espaço para se fazer uma cozinha.

Os contêineres são circulares com porta de correr e area de uso em toda a extensão, basta situar a porta numa certa posição. O primeiro abaixo, é  uma unidade simples;  o segundo, a parte de cima funciona como armario fechado e o terceiro pode ser acoplado a outros modulos funcionais.O design é primoroso e cada coisa tem o seu lugar certo. É extremamente funcional. O conceito resume a cozinha numa só unidade de funcionamento. Uma maquina de cozinhar! São propostas assim que faz o Design caminhar solene em aguas convidativas. E pensar a Arquitetura como Design, como fizeram os grandes mestres.

 

 


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Cinco dicas do lighting designer Guinter Parschalk para apreciar o design e a arquitetura de Berlim, a histórica capital alemã.

 

Guinter Parschalk, que atualmente comanda o Studio Ix, em São Paulo

A primeira vez que Guinter Parschalk esteve na capital da Alemanha não foi a trabalho, mas em férias. Na época, o arquiteto e lighting designer, que atualmente comanda o Studio Ix, em São Paulo, morava e trabalhava em Munique. Em meados de 1981, quando o comunismo ainda imperava, foi desvendar as duas faces de Berlim. “De lá para cá, estive mais três vezes, inclusive no dia da queda do muro, em 1989”, lembra. Quase 23 anos depois, a cidade foi totalmente reconstruída e hoje é referência em arquitetura contemporânea e cultura.

 
Hotel Nhow, Stralauer allee 3

O roteiro arquitetônico indicado por Guinter começa no Hotel Nhow, criação do escritório NPS Tchoban Voss. Uma de suas torres é toda feita de vidro e desafia a física ao ser colocada a uma distância de 21 m para fora do eixo do edifício. “Visto de barco do rio Spree, é espetacular, principalmente ao anoitecer”, comenta o designer.

 

Museu Judaico de Berlim, Lindenstraße 9-14

A cerca de 5 km dali está o Museu Judaico de Berlim, projetado pelo arquiteto Daniel Libeskind. A fachada com formas metálicas se destaca no exterior do local, que conta a história dos judeus durante o regime nazista. O terceiro destino é a histórica Pariser, praça que marcava a antiga divisão da cidade.

 

Plenum, Pariser platz 3
 

Lá, a sede de um banco abriga Plenum, uma estrutura de vidro e metal que abraça uma sala de convenções e se estende até o teto, obra de Frank O. Gehry.

 

Casa das Culturas do Mundo, John-Foster-Dullesallee 10 

 

 Com mais 15 minutos de caminhada, é possível assistir a uma peça de teatro na Casa das Culturas do Mundo, espaço dedicado à arte contemporânea internacional. O projeto de 1957, elaborado por Hugh Stubbins, Düttmann e Mocken, é conhecido como Ostra Grávida, devido ao formato de concha.

 

Palácio do Reichstag, platz der Republik 1

 

O passeio termina nas escadas que circundam a cúpula de vidro e aço  doPalácio do Reichstag, a sede do parlamento alemão, que foi reconstruída em 1999 por Norman Foster. A estrutura transparente permite contemplar em 360 graus a paisagem histórica e visionária de Berlim.





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O desconstrutivismo da arquitetura de uma das mulheres mais poderosas do mundo

Nascida em Bagdá em 1950, Zaha Hadid, citada como uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo é uma arquiteta considerada desconstrutivista,renomada e vencedora de competições internacionais, ela é um ícone da arquitetura e do design.
Após se formar em matemática na Universidade Americana de Beirut, passou a estudar na Architectural Association de Londres. Depois de se graduar em arquitetura tornou-se membro do Office for Metropolitan Architecture (OMA), trabalhando com seu antigo professor, o arquiteto Rem Koolhaas. Na década de 80, também lecionou na Architectural Association, e nessa mesma época começou a trabalhar independentemente abrindo um escritório que hoje tem 250 funcionários.


Em em 2004, Hadid se tornou a primeira mulher a receber o Prêmio Pritzker de Arquitetura, (um verdadeiro Nobel da arquitetura) pelo conjunto de sua obra. Anteriormente ela também fora premiada pela Ordem do Império Britânico pelos serviços realizados à arquitetura.
Ela criou uma verdadeira vertente da arquitetura, com seus projetos ousados e polêmicos que causam discussão e atraem jovens seguidores no mundo todo. A verdade é que a grande parte da obra de Zaha Hadid é conceitual, mas seus projetos consumados são de extrema qualidade e inovação.
Como todos os grandes nomes da arquitetura e design, ela faz as melhores parcerias. Variam de nomes da arquitetura, á chefões da moda e do design como Chanel e Louis Vuitton.Ela já trabalhou para Swarovsky, Lacoste e a brasileira Melissa que está sempre recrutando designers de nome para seus projetos.

Alguns exemplos dos projetos de Zaha Hadid:


Vilnius Guggenheim Hermitage Museum, Lituania 
Guangzhou Opera House, China
Zona da Mente, Reino Unido
Container de arte movel da Chanel, na Ásia

Museum of XXI Century Arts, Itália

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